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Aberrações. Autor: Fernando Roldão

A primeira característica de uma aberração é o facto de ser uma alteração a uma regra, a um padrão de comportamento, de uma norma social, que passa por ser uma incoerência de lógica e de noção de realidade, tornando-se num verdadeiro desatino.

Na sociedade portuguesa há muito que assistimos a verdadeiras aberrações, sem explicação e fruto de uma ignorância colectiva e a constante troca de cadeira, é prova disso.

A falta de exercitar a mente, de a colocar a trabalhar, tem resultados verdadeiramente aberrantes, que lamentavelmente nos transformou em verdadeiras aberrações.

Eu pergunto a mim próprio como é que isto é possível no século XXI, no tempo da cultura e da informação a uma distância de um pequeno clique.

País de preguiçosos, que com o desenvolvimento da sua preguiça e inércia, nos conduziu a um verdadeiro beco sem saída.

Cidadãos acomodados e temerosos, que por tudo e por nada se recusam a pensarem.

No próximo dia dez de Março, iremos exercer, talvez o único direito que ainda temos, que é o de votar, de escolher os nossos governantes para os próximos quatro anos.

Faço votos que o resultado não seja uma aberração, como já o foram quase todas as outras eleições, mas isso depende de cada um de nós.

Uma das grandes aberrações que surgiu quando estas se tornaram moda, foi o facto de a maioria dos cidadãos virar as costas aos problemas reais do seu país, o que resultou numa outra, a aprovação constitucional de uma sociedade a caminho do socialismo.

Será que em cinquenta anos ainda não deu para saber o que é o socialismo?

Duvido que nem com mais cinquenta, o Zé aprenda a sair armadilha em que caiu.

Esta gente que se dedica à política não tem mais nada para fazer, nada mais para acrescentar ao nosso bem-estar, pois olham unicamente para o seu umbigo.

Depois da mudança do dia 24 para o 26, onde mordiam e criticavam o cooperativismo, esqueceram-se de explicar que os partidos anda são piores do que este.

Aqui e ali, vamos ouvindo algumas vozes que recordam e repõem a verdade, o que é manifestamente muito pouco para calar o exército de mercenários da doutrina aberrante.

Outra grande aberração foi o assassínio das escolas comerciais e industriais que tantos profissionais deram a este país e nós, verdadeiros, tecla 3, permitimos que assim fosse.

As aberrantes formações em escolas, que de profissional nada tinham, desviaram verbas para o sector do compadrio, que aplicadas nas escolas públicas, teriam dado origem a verdadeiras academias profissionais que iriam honrar a nossa economia.

Foi mais bonito entregar estas verbas, não se sabe a quem, mas a razão já a sabemos.

A doutrina fomentada e assente em cima de mentiras, transformou o nosso país no caos que hoje se vive e que é impróprio para pessoas de bem.

Bancas rotas, fundações criadas com o nosso dinheiro e sem justificações, portugueses quase a serem atirados aos tubarões e políticos espezinhando a bandeira nacional, foram estes que foram premiados.

Líderes protagonistas na escalada da corrupção, da mentira e da pobreza, ainda têm o despudor de se recandidatar, a fim de concretizarem mais uns assaltos aos nossos restos.

Bancos falidos, culpados à solta, é o saldo deste país quase com 900 anos de vida.

Troca-tintas, mentirosos e afins, têm conduzido os seus destinos, pessoais e partidários, através de 5 décadas, sem respeito pelo povo trabalhador e que se de sol a sol, se sente espoliado de toda a sua dignidade.

Infelizmente não posso abonar em favor deste povo, que cobardemente, se rebaixa perante o senhor, donos de uma prosápia que os deveriam envergonhar.

Pergunto até quando este povo se deixará espezinhar?

Chegámos ao ponto de resolver a equação que tanto me tem atormentado, pois não posso aceitar, que se critique um jornal, por informar, esclarecer e cumprir a sua obrigação.

Um autêntico atentado à segurança deste amedrontado povo, ainda há pessoas que escrevem, revoltados, contra o jornal que colocou a notícia, advogando que a situação deveria ser colocada, em primeiro lugar às entidades competentes, quando na realidade essas mesmas autoridades estavam tão informadas, que até sinalizaram o perigo com uma cinta.

Ora para bom entendedor, meia palavra basta e se a cinta lá estava, foi porque as entidades estavam avisadas.

Não é caso único pelo país, o que é lamentável, é que existam pessoas que falam, protestam contra quem faz o seu trabalho, sem se informarem bem primeiro.

País de aberrações, fenómenos e incompetentes a serem premiados por o serem.

Vá votar nas eleições, mas não cometa aberrações.

Seja imparcial, ao menos uma vez na vida e proteja a meritocracia e a civilização.

 

Autor: Fernando Roldão

Artigo escrito pelo antigo acordo ortográfico

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