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Bombeiros de Fornos de Algodres sem dinheiro para substituir viatura que ardeu em incêndio na Guarda

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA), Fernando Rodrigues, reconhece que a instituição não tem dinheiro, “nem hipótese de comprar um carro novo” que substitua a que ardeu (a 2 de Julho) durante o combate a um fogo no concelho da Guarda.

“É mais uma dor de cabeça para uma associação do interior [do país], porque nós não temos dinheiro, nem hipótese de comprar um carro novo, nem em segunda mão, para já. Portanto, se não houver solidariedade de quem tutela, nós vamos ficar sem menos um carro”, referiu, indicando que uma viatura nova custa na ordem dos 150 mil euros.

Segundo o dirigente, o veículo de combate a fogos florestais que ardeu, no sábado, no combate a um incêndio que deflagrou na freguesia de Arrifana, no concelho da Guarda, ficou inoperacional após ter sido atingido pelas chamas.

A viatura não era nova, mas a corporação tinha-a actualizado recentemente e era muito utilizada na actividade operacional e considerada pelo comando como sendo “fundamental para o combate a incêndios”. “É um carro que nos faz bastante falta. A nossa associação está equilibrada, está com saúde financeira, mas não para comprar um carro destes”, referiu o dirigente à Lusa, admitindo que tal só será possível “se houver ajudas”.

A direcção da AHBVFA coloca a possibilidade de vir a promover uma campanha de angariação de fundos junto da população do concelho de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, para recolher verbas que ajudem na compra de um veículo que substitua o acidentado.

Fernando Rodrigues tem recebido algumas manifestações de solidariedade, mas explicou que ainda nada está decidido por estar a aguardar pelo resultado do inquérito ao acidente que está a ser feito pela Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil.

O presidente da AHBVFA contou que, segundo informação dos voluntários, “o vento virou de repente” e atingiu o veículo quando estava a combater as chamas. “Só no final do inquérito é que vamos pensar melhor naquilo que vamos fazer”, vincou.

Na opinião de Fernando Rodrigues, “devia ser a tutela a resolver um caso destes [a repor o veículo acidentado]”, porque a corporação estava em missão, a combater um fogo florestal. O incêndio que deflagrou, a 2 de Julho, às 12h21, numa zona de mato na freguesia de Arrifana, no concelho da Guarda, entrou em fase de rescaldo apenas às 02h32 do dia seguinte.

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