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Corrupção, inflação e outros impostos. Autor: António Nabais

É do conhecimento geral que o principal imposto é a corrupção. Um euro de corrupção corresponde a três euros de impostos, o que vale por dizer que cada euro consumido pelo corrupção, obriga o contribuinte a pagar três euros. Como comparação poderemos dizer que um euro de inflação, constitui um encargo para os cidadãos de dois euros em impostos.

A dívida publica portuguesa tem sido esmagadora nos últimos 20 anos. E aqui vale a pena voltar a falar do flagelo da corrupção que em Portugal está estimada em 18,2 mil milhões de euros anuais, o que multiplicado por três dá a quantia astronómica de 54,6 mil milhões. Se nos oito anos em que esteve no Governo António Costa tivesse combatido de forma eficaz a corrupção e estimando, utopicamente, que lhe conseguia colocar um ponto final significaria que os oito anos de Governo representariam 145,6 mil milhões (18,2×8) de receitas para o Estado. Só que asa medidas não terão sido as mais eficientes.

Portugal tem um problema claro de corrupção. Os escritórios de advogados em Portugal são as empresas mais rentáveis da Europa. Com rendimentos de 1,8 mil milhões de euros anuais. Não existe em Portugal qualquer firma com um orçamento desta magnitude. Não se consta que qualquer destas empresas de advogados vá falir nos próximos dez a 20 anos. Caso isso viesse a acontecer seria sinal que as grandes acções em tribunal estariam a diminuir. E se em Portugal não houvesse corrupção, não seria necessário cobrar impostos, porque os 54,6 mil milhões consumidos pela corrupção equivaleriam aos impostos cobrados actualmente em Portugal.

Não posso deixar de lembrar o exemplo da Irlanda que em 1988 estava falida. O hospital Central de Dublin estava encerrado. Os médicos e enfermeiros foram trabalhar para a Inglaterra. Os operários passavam fome. Foram aplicadas medidas para combater a corrupção e o sistema económico-social liberal implementado foi por si uma barreira natural contra a corrupção e levou o país a inverter o rumo. Hoje, a Irlanda é o segundo país mais rico da Europa, logo a seguir ao Luxemburgo. Arrecada 22 mil milhões de euros de IRC, com uma taxa de 13 por cento. Portugal, com uma taxa de 31 por cento, amealha cerca de 14 mil milhões.

Acredito que se o Primeiro-ministro tivesse sido António José Seguro, com a sua vontade, a corrupção seria hoje menos 50 por cento, ou seja, menos nove mil milhões por ano. Multiplicando este valor por oito anos de Governo seriam 72 mil milhões. A divida pública portuguesa no final de 2023 rondaria os 270 mil milhões, retirando 72 milhões da corrupção, a dívida desceria para os 198 mil milhões. Bem inferior ao PIB do ano que terminou e que está estimado em 270 mil milhões.

Salazar dizia que a Universidade era a fábrica das almas. Com Costa, a universidade passou a ser a fábrica dos pobres.

 

 

Autor: António Nabais

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