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Fábrica de plásticos Favir de Santa Comba Dão em leilão

A Fábrica de plásticos Favir Lda, em Santa Comba Dão, está à venda em leilão online por um valor mínimo de 1,1 milhões de euros. A antiga fábrica de esfregões, que fechou as portas no ano passado, despedindo 32 trabalhadores, está a receber licitações até 28 de Março de 2024, às 18h00, em Leilosoc.com. O passivo da insolvente é composto por uma unidade industrial completa e operacional de produtos metálicos.

A empresa iniciou a sua actividade em 1961 com o fabrico de plásticos, mas desde 1964 que se dedicava à manufactura de produtos de limpeza derivados do arame de aço, produzindo, inclusive, o célebre esfregão impregnado com sabão nas suas instalações.  “Esta marca identitária de Santa Comba Dão diferenciava no tecido industrial local, regional, nacional e internacional. De facto, a Favir exportava para praticamente todos os países europeus e africanos de língua oficial portuguesa a maior parte da sua produção de esfregões desengordurantes com sabão impregnado, de lã d’aço, de palha d’aço, de esfregões galvanizados, aço inoxidável e aço níquel”, lê-se no anúncio do leilão.

Os activos em venda incluem o complexo industrial (quatro pavilhões e posto de transformação) com área total de 5.440,77 metros quadrados (m2), situado em Vimieiro, Santa Comba Dão, “e equipamentos e maquinaria para o fabrico de produtos metálicos, concretamente rolinhos de lã de aço, palha de aço, esfregões de arame e os famosos esfregões saponificados”, refere a nota. A totalidade inclui ainda stock e matéria-prima, mobiliário de escritório e material informático, outro mobiliário e electrodomésticos, e a marca nacional “Favir”.

Segundo os dados do portal Citius, entre os credores da Favir estão, por exemplo, o Instituto da Segurança Social, o BPI, a Direcção-Geral de Energia e de Geologia, a EDP Comercial e a Petrogal.

A concelhia do PSD de Santa Comba Dão, diga-se, já tinha emitido em Agosto de 2023 um comunicado em que demonstrava “tristeza e preocupação” com o encerramento da Favir, adiantando que 32 trabalhadores ficaram desempregados por causa da situação, “quase todos mulheres”.

“A Favir era uma família e será sempre reconhecida por isso. Era também singular na sua especificidade empresarial, o que também a diferenciava no tecido industrial local, regional e nacional o que tanto nos orgulhava”, defendiam os sociais-democratas que são oposição na Câmara local, apelando a que haja “apoio e acompanhamento específico” aos antigos funcionários.

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