Home - Opinião - Que Deus te perdoe  “Pôncio” Moedas, “prefeito sanitário” de Lisboa ! Autor: João Dinis, Jano

Que Deus te perdoe  “Pôncio” Moedas, “prefeito sanitário” de Lisboa ! Autor: João Dinis, Jano

Um dia, segundo a História, houve um “prefeito ou governador” romano da Judeia ao tempo de Jesus Cristo em cuja condenação à morte terá responsabilidades apesar de ter proclamado: “lavo, daí, as minhas mãos”…

Actualmente, calhou a Lisboa ter um “prefeito” – Presidente da Câmara – de seu nome Carlos Moedas, personagem que também já foi uma espécie de “cônsul” do novo “império” com base em Bruxelas (a União Europeia) como o outro império anterior a este teve a sua capital em Roma embora, de facto, sejam impérios diferentes um e outro.

Serve este intróito para dar um certo enquadramento ao autêntico drama que é o custo final do Altar-Palco principal da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e para assim lançar um assunto da actualidade que, aliás, era bom não acontecer.

Como se sabe, foi de quase 3 milhões de Euros o custo final desse Altar-Palco principal. Por sinal, um Altar-Palco destinado à celebração central do Papa durante as cerimónias eucarísticas da Jornada.  Digamos que a JMJ e este Papa mereceram a dignidade de um Palco assim.  Todavia, há muito dinheiro público envolvido nas despesas e, designadamente, dinheiro do orçamento (municipal) da Câmara Municipal de Lisboa o que também legitima abordagens públicas a este assunto.

A verba elevada do custo final desse Altar-Palco, repete-se, cerca de 3 milhões de Euros, e ainda que reduzida tendo em conta o orçamento inicial, não esvaiu a onda de críticas a uma tal despesa.  Claro que o (como usam os Brasileiros como o equivalente a Presidente da Câmara) “prefeito” Moedas logo veio tecer elogios e auto-elogios às opções na matéria e afirmar que quer o espaço ribeirinho, o Parque Tejo, entretanto rebaptizado de “Parque da Graça”, onde se realizou a JMJ quer o Palco (que foi Altar) iam servir para outros eventos de monta. Ou seja, exaltou o alegado e feliz “futurismo” da infra-estrutura para servir de base a outras macro realizações, laicas que fossem…

“Genial” – quase se atreveu a classificar(-se) Moedas !  E “pague-se a factura” !…

Foram agora instaladas sob a cobertura do grande Palco (embora provisórias) muitas casas de banho festivaleiras de um tal “Rock in Rio”, edição 2024 ?!

E assim é !  É mesmo daquelas coisas do quase se exigir “ver para crer” mas lemos a notícia segundo uma fonte fidedigna.  Afinal, aquele grande, e certamente bem abençoado Palco, veio a servir para “dar cobertura” à instalação, embora provisória, de várias casas de banho para nelas se aliviarem milhares de espectadores das “celebrações” (4 dias e noites) do já recorrente entre nós “Rock in Rio” (“and friends” – e amigos) !    Até nos apetece berrar impropérios !

Houve quem dissesse que, pelo menos nestes dias do Festival, tínhamos, ali, no Parque Tejo, em Lisboa, “a cobertura para casas de banho mais cara do mundo”, o que tem alguma piada ser dito em escárnio desta impactante e “monumental opção sanitária” da Câmara Municipal de Lisboa.

De nossa parte, só estranhamos não ter sido o “prefeito” Moedas a lembrar-se, ele próprio, de uma “proclamação” dessas – enfim, conhecendo-se o indivíduo ainda não vai lá o tempo todo – assim ao jeito costumeiro dos seus auto-elogios de “contabilista encartado” em propaganda política…

Mas que, já agora, se “apertado” como merece ser pela “oposição” no Executivo da Câmara Municipal de Lisboa, não venha ele, Moedas, o “Prefeito Sanitário” pretender “lavar daí as suas (dele) mãos” deste caso profano como, no caso divinal, fez o outro prefeito – o governador Pôncio Pilatos, da antiguidade, este em representação de Roma.

“O tempora ! O mores! – (“Oh os tempos !  Oh os costumes !”) – apetece bradar aos Céus.   Brademos pois !

 

 

Autor: João Dinis, Jano

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