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Tribunal de Menores de Coimbra aprecia queixa da aluna agredida no AE de Tábua e colega foi suspenso

O caso da aluna do sétimo ano da Escola Secundária de Tábua, com treze anos de idade, que deu entrada nas Urgências do Hospital Pediátrico de Coimbra, depois de ter sido violentamente agredida a pontapé por um colega de turma, teve novos desenvolvimentos. O processo está a ser apreciado pelo Tribunal de Menores de Coimbra e o jovem agressor, segundo revelou a mãe, Cristina Matos, ao nosso jornal, foi suspenso por três dias das actividades escolares.

O incidente ocorreu no passado dias 3 de Maio durante uma aula de Educação Moral sobre o Dia da Mãe na sequência de uma piada de mau gosto lançada por um colega a outro que tinha perdido a progenitora há três anos atrás. A menina vítima de agressão, na tentativa de apaziguar e confortar o colega, foi atacada pelo seu colega, que lhe desferiu um violento pontapé que a atingiu na zona do queixo/mento, segundo se pode ler na queixa apresentada pela progenitora.

“Como mãe, não pactuo com qualquer tipo de violência na escola, entre colegas, principalmente quando este incidente ocorreu em plena sala de aulas. É muito grave e levou-me a que tivesse apresentado uma queixa na GNR de Tábua, à qual foi anexado o relatório do Hospital Pediátrico. Estes casos não podem ser abafados, pois podem multiplicar-se, tem de haver mais segurança nas escolas. Estas servem para educar e dar segurança às crianças, tem de haver normas e respeito e é muito grave quando isso não acontece”, sublinhou Cristina Matos a “O Tabuense”, que tem diligenciado para que o caso não seja abafado, lutando até às últimas consequências contra aquilo que designa de inércia que as autoridades escolares inicialmente tinham demonstrado, chegando a questionar porque não foi accionado de imediato o serviço de socorro à sua filha, ou seja, transporte para o Centro de Saúde operacional mais próximo pelos Bombeiros Voluntários de Tábua.

“É incompreensível face ao sucedido a inércia da comunidade escolar quanto à agressão existente. Até porque foi a mesma visualizada por diversas testemunhas e em sentido de acção-reacção o normal seria imediatamente transportar a aluna para avaliação médica”, refere a advogada da progenitora numa exposição sobre o caso enviada ao Director do Agrupamento de Escola de Tábua, Prof. Sidónio Costa. E frisou ainda que, atendendo à gravidade dos factos, deveria ter sido efectuada uma reunião com os encarregados de educação dos dois alunos, mediada pelo Director do AE, “alertando para a não-violência, respeito e segurança de todos os alunos em contexto escolar”.

Sublinhe-se que na nossa anterior edição, Sidónio Costa disse a “o Tabuense” que esta situação obriga à instauração de um processo disciplinar, o qual “decorrerá sempre de acordo com o Estatuto do Aluno e da Ética Escolar, não há outra forma, pois as regras já estão estabelecidas”. Tentámos ouvir de novo Sidónio Costa sobre este caso, mas não nos atendeu o telefone.

Texto: José Leite

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